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    No limiar da contemporaneidade, a questão da doação de órgãos configura-se como um desafio para a sociedade brasileira. De um lado, a crescente lista de espera por um transplante de órgãos. Do outro, a constante negação dos familiares do doador. O transplante de órgãos no Brasil, em benefício da saúde e prolongamento de vida, é bastante eficiente mas o tempo de espera nas listas ainda causa muitas mortes. Segundo a OMS, mais de 40 mil pacientes aguardam nas filas por um transplante, sendo cerca de 10 mil por transplante simples como o de córnea. Nesse sentido ,a Lei brasileira 9434,desde que entrou em vigor, aumentou o número de doadores mas não foi suficiente para diminuir a lista de espera. Assim, é preciso mudanças transformadoras para promover a doação de órgãos na nação verde e amarela. 
        A baixa taxa de autorização dos familiares é um grande empecilho para a doação no Brasil. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, nos primeiros seis meses de 2017, a taxa de aceitação das famílias foi de apenas 46%,revelando que muitas preferem não falar da morte e desconhecem os procedimentos para o transplante. Desse modo, urge acabar com as crenças e tabus acerca dos transplantes de órgãos e garantir com o consentimento das famílias, que os potenciais doadores possam salvar vidas.
          Parafraseando o autor Sun Tzu, uma vitória só pode ser alcançada com estratégia e planejamento. Partindo dessa visão, medidas concretas são necessárias para que o Brasil possa vencer os desafios para doação de órgãos. Isso se dará através do Ministério da saúde, juntamente com a mídia, com a criação de campanhas e propagandas que incentivem e informem para a população sobre os processos da doação, elucidando e desmitificando qualquer receio. Além disso, as famílias, com atos de caridade e compaixão, autorizando a doação. Só assim, a pátria amada atrairá novos doadores e promoverá qualidade e prolongamento de vida para todos.