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    Na 2º Guerra Mundial, médicos nazistas usavam judeus como cobaias nos campos de concentração para aprimorar técnicas cirúrgicas. Esses testes eram cruéis e custou várias vidas, no entanto, foi essencial para o avanço da medicina, permitindo a realização de várias cirurgias bem sucedidas. Uma delas, o transplante de órgãos, enfrenta hodiernamente, problemas para ser realizada devido questões morais, religiosas, entre outras. Além disso, o trabalho dos médicos se torna menos eficaz e mais difícil com as condições precárias em que os hospitais brasileiros se encontram. 
     Em primeira análise, a doação de órgãos por conta de morte cerebral é a mais recorrente. Contudo, para que essa seja efetuada existem burocracias e regras, além da dificuldade de conseguir a permissão da família do doador. Acontece que, cerca de 47% das famílias recusam a doação, ou seja, quase metade dos órgãos são desperdiçados. Isso ocorre pois a perda de um ente é algo difícil de aceitar, a decidir sobre a doação envolve muita pressão e responsabilidade, sobretudo, o sentimento de dor e perda. Ademais, algumas religiões são totalmente contra a realização desse procedimento, o que consequentemente, acaba interferindo no julgamento das famílias.
     Em segunda análise, tempo é algo precioso quando se fala em transplantes, e as atitudes cabíveis devem ser tomadas o mais rápido. Como se não bastasse essa corrida contra o tempo, o Brasil hoje dispõe de um baixo número de médicos, e cirurgias desse porte requer uma quantidade rigorosa de profissionais, não só médicos, mas também anestesistas, enfermeiros e outros. Outro recurso em escassez são os aparelhos e utensílios cirúrgicos. Muitas cirurgias não obtêm sucesso devido a precariedade dos hospitais, o que transforma o trabalho dos poucos profissionais ainda mais difícil. 
     Sob esse viés, medidas são necessárias para revolver esses impasses. Diante disso, o Ministério da Saúde deve intervir com campanhas de incentivo a doação de órgãos, sensibilizando o público informando a importância e ajuda que esses atos proporcionam. Concomitantemente, o Governo, junto ao MS, devem direcionar verbas necessárias para o devido abastecimento de utensílios cirúrgicos que não chegam nos hospitais. Dessa forma irá proporcionar um trabalho mais fácil e seguro de ser realizado. Ainda, tendo números insuficientes de médicos nos centros cirúrgicos, o Ministério da Educação deveria aprimorar o programa Mais Médicos, propondo bolsas estudantis, facilitando a formação desses profissionais.