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    Com o avanço da ciência e da medicina, tornou-se possível o transplante de órgãos, possibilitando uma maior expectativa de vida para a população através da cura de doenças crônicas que antigamente seriam sentenças de morte. No entanto, essas operações envolvem, na sua maioria, falecidos, por causa disso, diversos dilemas tomam conta da problemática, desde o medo dos familiares, ao tráfico.
        Em se tratando dos familiares, a autorização desses é um pré-requisito para que a operação seja feita. Desta forma, é recorrente que os mesmos sintam-se acuados em permitir a doação dos órgãos do seu parente, mesmo falecido ou sem condições de sobreviver sem ajuda de aparelhos, como é o caso da morte cerebral. Isso ocorre, devido a falta de comunicação entre os familiares, que não estabelecem sua opinião enquanto vivos.
        Sob o viés do tráfico, mesmo que a maior riqueza seja a saúde, como diz o filósofo estadunidense Ralph Waldo Emerson, o transplante de um órgão não é algo que se pode comprar legalmente, havendo uma democrática fila de espera para as doações disponíveis. Assim sendo, há um estímulo do tráfico de órgãos, que ceifam vidas para vendê-los a pessoas funestas e afortunadas.
        Por tudo isso, cabe ao âmbito familiar trazer o assunto da doação de órgãos para discuti-lo, mediante a exposição do desejo de cada um, para que os familiares possam facultar, ou não, a doação dos órgãos do falecido sem tomar para si essa decisão. Ademais, o tráfico de órgãos é uma prática funesta que acaba com uma vida em detrimento de outra, por isso, é dever do Estado fornecer segurança aos cidadãos, aumentando o policiamento nas regiões mais perigosas, para garantir a higidez e a isonomia da população quanto aos transplantes.