Dilemas da doação de órgãos

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    Embora nos últimos anos o número de transplantes tenha aumentado, o número ainda é insuficiente para uma população de tão grandes proporções. A incompetência de algumas equipes médicas na correta manutenção do doador incorre no agravamento dessa situação, contribuindo para que somente um em cada cinco doadores transforma-se em doador efetivo, conforme dados levantados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Tal fato está relacionado ao uso de técnicas incorretas para manter o batimento cardíaco, as quais acarretam no cessamento da atividade do coração e por consequência, dos demais órgãos. Aliado a isso está a falta de estrutura dos hospitais que se encontram fora dos grandes centros urbanos em realizar a extração e transporte seguro do órgão para o receptor, o que dificulta aquele que necessita da doação atingir a realidade mencionada por Platão.
      Assim, urge ao Estado, na figura do Poder Legislativo, promover uma reforma do sistema de doação de órgãos brasileiro. Isso precisa ser feito por meio da implantação da doação presumida, na qual todos os habitantes são doadores a menos que declarem o contrário em sua carteira de identidade, com o objetivo de aumentar o número de potenciais transplantes. Outrossim, é imprescindível que a ABTO treine as equipes transplantadoras, mediante cursos e seminários oferecidos anualmente,0