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    O ser humano necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Todavia, perante a conjectura aristotélica, política e naturalmente sociável, inúmeras de suas ações amorais ratificam o contrário. Nesse viés, hodiernamente, no que concerne às perplexidades das concessões de órgãos no território nacional, é perceptível que esse dilema está intrínseco à sociedade civil por decorrência da coletividade brasileira, tal como pela indolência do Estado. Urge, em síntese, uma mobilização homogênea da conjuntura social e do Ministério Público para combater o estorvo em tópico. 
    Convém frisar, à frente, que a incomplacência contra etnia, gênero e sexualidade é reflexo do convívio em um meio gregário com esse costume. Por esse panorama, consoante ao postulado durkheimiano, o fato social são normas culturais e convicções que transcendem a entidade civil e poder exercer domínio coletivo.Sob tal perspectiva, depreende-se que a intransigência dos doadores de tecido assemelha-se à ótica do antropólogo, isto é, se uma criança convive em um âmbito no qual os indivíduos manifestam essa ação, deveras irá incorporá-la por virtude da sociabilização. A lógica intolerante, por conseguinte, é transmitida por intermédio de gerações, amplificando,hiperbolicamente, a árdua doação para a minoria. 
    Ademais,é pertinente enfatizar-se o vilipêndio do Poder Executivo como um aspecto hegemônico para a intensificação do entrave da doação de tecidos. Conforme exposto no O Globo,a precária infraestrutura hospitalar aliada à falta de profissionais especializados,dificulta a transfusão de organismos.À vista dessa referência, identifica-se que os necessitados do transplante deparam-se, decerto, com uma circunstância de displicência,ou seja,embora a Autoridade Pública deposite verbas na saúde comunitária, como paradigma, investimentos em transporte de órgãos, é irrefutável que ainda esbarre na fiscalização da qualidade da intervenção cirúrgica, conjuntamente, com as exíguas práticas preventivas para confrontar o obstáculo. Outrossim, segundo os princípios aristotélicos, a política deve ser usada para alcançar a justiça. Logo, uma diretriz estatal é crucial para transpor o problema. 
    É imprescindível, portanto, medidas para transfigurar esse cenário repulsivo. A fim de mitigar o entrave, é imensurável a importância da família, em consonância com o sistema pedagógico, para a fomentação do intelecto e da moral dos jovens, por meio de dicções, apresentações artísticas e debates que visem contemplar a divergências e respeitá-las,bem como demonstrar a relevância da doação de órgãos no corpo social, cuja finalidade é atenuar casos de óbitos por mau funcionamento dos tecidos, para que a nação disponha de um desenvolvimento sociável e salubre. Assim, a partir dessas medidas, a pátria brasileira de forma gradual poderá suplantar o fato social e a injustiça no que se associa à doação de órgãos.