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    De acordo com o sociólogo Durkheim, a solidariedade social é fruto da consciência coletiva. Seguindo esse viés, percebe-se que há entraves presentes na sociedade a respeito da doação de órgãos. Nessa perspectiva, cabe avaliar quais fatores negativos que contribuem com esse dilema e, quais ações são necessárias para mudar este cenário. 
         Em primeira instância, vale destacar que o processo de doação de órgãos sofre um dilema ético e religioso, no qual tangencia a existência de dúvidas dos familiares no momento da decisão, seja por morte encefálica ou outra causa. Consoante a isso, a religião também é um empasse, pois muitos familiares usam a fé divina como esperança do falecido voltar à vida (processo ainda considerado impossível para a medicina quando se trata de morte encefálica). 
          Somado a isso, a orientadora profissional de enfermagem, Maria Cristina Massarolo, diz que a recusa em doar decorre de uma falha no conhecimento sobre o assunto. Com isso, é perceptível que há uma falha na educação a respeito do ensino sobre o processo de doação e a importância em ser doador; pois essa problemática ainda é um tabu na sociedade e as campanhas de incentivo ainda não são suficientes. Por fim, tal dilema ainda permanece devido a suspeita de corrupção e comércio ilegal, já que o tráfico de órgãos é muito frequente, dessa forma contribui para a negação. 
             Portanto, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Educação, crie disciplinas extracurriculares nas escolas, para explicar sobre a doação de órgãos, para que as crianças e jovens cresçam sabendo a importância em tornarem-se doadores. Importante também que o Ministério da Saúde crie campanhas e palestras nas associações, com profissionais da área, com intuito de tirar dúvidas sobre tal processo e a importância de quebrar esse paradigma, para que o fruto da consciência coletiva seja alcançado, como disse Durkheim.