Dilemas da doação de órgãos

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    Uma forma cruel de crime organizado
             De acordo com o portal de notícias Globo.com, o número de doadores de órgãos cresceu 90% em seis anos, isso prova que, com o passar do tempo, a importância desse ato é cada vez mais valorizada pela sociedade. O problema acerca disso é o tráfico, um crime silencioso que deixa rastros de dor por onde passa. 
                     A ação de doar órgãos é algo que ainda gera um desconforto em algumas famílias conservadoras que encaram isso como uma violação à vida que a pessoa teve. Entretanto, para outras, essa atitude é vista como algo heroico, como a possibilidade de salvar a vida de alguém. Hoje, existe a alternativa de autodeclarar-se doador mediante ao aviso prévio à família. O revés deste cenário atual é o que preocupa milhares de pessoas e que desafia as autoridades: a venda ilegal desses órgãos. 
                Essa prática é algo eminente, de difícil combate, um verdadeiro crime contra o ser humano. As máfias de contrabando enriquecem, juntamente com os médicos que usam o diploma para promover esse comércio desumano que é difícil de ser rastreado devido ao fato de tudo ocorrer secretamente, sem deixar pistas. É a face explícita de um grupo de pessoas regidas pelo poder e pelo dinheiro. 
                     Faz-se necessário um controle rígido por parte do governo de cada país, reforçando a segurança em aeroportos, que são os principais locais por onde os traficantes passam com o intuito de levar as mercadorias à outros países. Além disso, o monitoramento, por equipes confiáveis, em IML's (Instituto Médico Legal) dificultaria a retirada dos órgãos para possíveis transplantes ilegais. Dessa forma, o doador teria a plena certeza de que estaria salvando uma vida e não fortalecendo essa forma cruel de crime organizado.