Dilemas da doação de órgãos

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    O Brasil é um país que apresenta alta taxa de doação de órgãos,entretanto , esse fator não consegue extinguir as imensas filas de pessoas à espera de um órgão. Os fatores religiosos e a falta de informação são as principais causas que impedem que as pessoas liberem os órgãos do parente falecido para doação. Considerando esses aspectos , nota-se que diversos fatores devem ser analisados para mudar essa situação.
         Um aspecto a se considerar é o fator religioso que prejudica muito a doação de órgãos. A religião costuma ser usada como razão para não doar, mesmo que a maioria das doutrinas não se posicione contra tal prática. Muitas, pelo contrário, incentivam-na, tratando-a como uma demonstração de amor e respeito ao próximo. A crença em Deus, porém, alimenta a esperança da família de que um milagre possa acontecer para que o quadro de saúde do ente querido se reverta.
        Outro aspecto a se considerar é a falta de informação que a família tem sobre a doação de órgãos. Dessa forma, os familiares podem até achar que os médicos podem ser precipitados na hora de retirar os órgãos, principalmente no caso de morte encefálica, eles acham também que o corpo ficará com um aspecto vazio e estranho para o sepultamento.
         Para que a doação de órgãos deixe de ser um tabu no Brasil , algumas medidas devem ser tomadas. Para começar o Governo Federal poderia aumentar o número de campanhas e passar os máximo de informações possíveis para a população, através de panfletos explicativos distribuídos em hospitais e clínicas de saúde. Além disso, as escolas podem conscientizar os alunos através de seminários e palestras, sendo que os palestrantes podem ser pessoas que receberam órgãos doados e tiveram a saúde restaurada. Existe também a possibilidade de contribuição do médico que poderia conversar com a família de forma menos mecânica e mais humanizada, afim de passar segurança para solicitar a doação de órgãos do seu familiar.