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    No filme norte-americano "O Procurado", algumas cenas se passam com personagens deitados em uma banheira com gelo, simulando um roubo de órgãos. Fora das telas, não é muito diferente, com imagens e notícias que assustam. Pessoas que são assassinadas para venda de partes do corpo e outras que morrem nas filas de hospitais, aguardando uma luz no fim do túnel. 
     Não é muito raro nos depararmos com postagens virais em redes sociais que satirizam problemas financeiros que podem ser resolvidos através da venda de órgãos pelo mercado negro. Apesar de não passar de uma brincadeira (de mal gosto, por sinal), é um caso que ocorre na vida real e, muitas pessoas (geralmente de países pobres e sem muita estrutura), acabam perdendo a vida em processos ilegais como esse. Outro a se prejudicar é o receptor, aquele que compra o bem, podendo adquirir diversas doenças como hepatites, aids, sífiles, além de uma cerca de infecções, durante os processos cirúrgicos dos quais se submetem.
     Uma série de fatores estimula o atual patamar que nos encontramos em relação a doação de órgãos, que tem total conexão com o mercado negro, visto que, em meio a necessidade de um familiar suscetível, a compra se torna conveniente no momento que a fila é estática. Muitas pessoas, sob estado de forte emoção, se fecham no momento da morte de um ente querido, o que é normal, porém, atitudes como essas ignoram aqueles que se encontram nas filas. Uma ação que poderia auxiliar imensamente uma pessoa, com a doação de um pedaço de carne inútil pra quem o deixou, mas de grandíssima utilidade para quem precisa.
     Uma lei ,que entrou em vigor em 2016, toma providências a respeito de familiares desinformados que acabam deixando de realizar uma boa ação, por não ter ciência do procedimento. A lei autoriza hospitais franceses a retirar e utilizar os órgãos de qualquer cadáver que der entrada em hospitais ou necrotérios. Uma norma que pode ser anulada caso a família não autorize o processo .
     Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, a falta de informação e o preconceito acabam atrasando e impedindo quem depende diretamente de um órgão, saudável e compatível, de continuar vivendo. O corpo de deputados, assim como a própria Organização das Nações Unidas deve começar a agir em países isolados, aqueles mais pobres que sofrem com a imensa fila de espera, colocando em prática projetos semelhantes ao que tem dado significativos avanços aos franceses que, agora, não dependem mais unicamente da boa vontade das famílias.Outras medidas a serem tomadas são campanhas publicitarias que devem perfiar na doação, tal como palestras ministradas em escolas e divulgadas em setores de saúde, como em hospitais e postos com intuito de reverter situação mundial.