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    Embora o número de doadores de órgãos esteja aumentando a cada ano, segundo a  Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), esse valor encontra-se longe do objetivo de 20 doadores por milhão de pessoas.  Problemas com a estrutura do sistema de doação e a alta taxa de rejeição à cirurgia, por parte das famílias dos potenciais doadores, têm restringido o avanço dos procedimentos. Esses dilemas afetam muitos brasileiros que esperam por um transplante e, através dele, melhoria na qualidade de vida.
         No que se refere à problemática em questão, existem muitas equipes especializadas na retirada de órgãos para transplante, estas, contudo, estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste, deixando em fragilidade, ou até escassez, as demais regiões. Isso ocorre devido à falta de incentivo aos profissionais e o não acesso à condições mínimas adequadas para realização dos transplantes fora dos grandes centros. Consequentemente, as populações não assistidas ficam em constante sofrimento.
               Adicionalmente, a recusa de doação de órgãos no Brasil é um problema grave. A falta de confiança na equipe médica, desconhecimento do processo e o momento de dor em que se encontra a família dos possíveis doadores são fatores que afetam a permissão da doação. Esse dilema é o mais agudo e envolve questões éticas, profissionais, sentimentais e culturais, atribuindo grande complexidade ao convencimento da família
            Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de acabar com os dilemas refentes à doação de órgãos. O Ministério da Saúde deve criar equipes que inspecionem o serviço de captação dos órgãos e compreenda a real necessidade dos profissionais e pacientes, para que melhorias sejam implantadas no sistema e mais profissionais sejam capacitados e atraídos para as regiões menos atendidas. Em relação à taxa de negativa, conforme Immanuel Kant, "O homem é o que a a educação faz dele", logo, é necessário que a temática da doação de órgãos seja introduzida no contexto escolar desde cedo para que