Dilemas da doação de órgãos

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    Em um dos capítulos da série Anatomia da Grey, Denny Duquette, namorado de Izzie, precisa urgentemente de transplante cardíaco, o qual só possível próximo de sua morte. Partindo da fricção para a realidade, é comum acontecimentos, infelizmente, como esse na sociedade brasileira, tendo em vista que muitas vezes pacientes não têm acesso aos órgãos dos quais necessitam. Nesse sentido, convém ao poder público e a sociedade civil atentar-se para os benefícios da existência de uma cultura de doação de órgãos.
     Segundo  fundação Getúlio Vargas, diariamente há mortes decorrentes da escassez de doadores. Evidência-se que embora exista o sistema nacional de transplantes (SNT) é exígua a taxa de doação, seja por decorrência da falta de consciencialização popular -apesar de existirem campanhas midiáticas e eventos com essa finalidade, notamos que esses ficam restritos aos grandes centros urbanos- seja pela correlação entre o medo, por parte dos doadores e, o processo cultural que demanda sobretudo da presença do corpo para o velório. Nesse seguimento, é patente que somente os avanços na medicina não propiciam amplas mudanças sociais. 
     De acordo com o filósofo pré-socrático Heráclito, a luta dos contrários gera a mais bela harmonia. Nesse contexto, as disparidades entre os avanços tecnológicos e a cultura brasileira devem optar por progressão social, tendo em vista que a disponibilização de órgãos garantir-se-á longevidade aos enfermos; caso contrário, persistirá o alto índice de mortalidade por virtude da inópia desses. Outrossim, fica explícito que somente as publicidades midiáticas não são eficazes no que tange o papel de conscientização. Conquanto, ainda que existam investimentos por entidades esses são insuficientes, levando o tecido social brasileiro optar pela não concessão de partes de seus sistemas (órgão). Sem contar que, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui falhas no que concerne ao período de espera. 
     Destarte, é função do ministério da saúde aumentar as verbas para o SNT e o SUS visto que ao passo em que aumentar-se-á a quantidade de médicos, melhorar-se-á a rapidez dos sistemas nacionais de saúde e transplante, objetivando facilitar e melhorar o processo doativo com a perspectiva de reduzir, paulatinamente, os altos índices de óbitos causados pela defasagem desses. Além disso, cabe aos grandes empresários expandirem campanhas para áreas carentes no intuito de atingir os diversos segmentos sociais, a fim de que todos tenham consciência dos benefícios da cessão. Ademais, é inescusável a fusão entre o MEC e a sociedade civil, no que concerne a realização de palestras em esferas públicas, tais como praças, com o propósito de aumentar a quantidade de adeptos para doação. Fazendo isso, essa triste problemática será evidente somente em séries fictícias.