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    A técnica de transplantação de órgãos surgiu na Antiguidade quando tinha se o objetivo de reparar mutilações, com os avanços na área da medicina os casos modernos evoluíram e ficaram mais complexos, hoje já é realizado com êxito o transplante de rins, fígado, pâncreas e até mesmo de coração. Porém, no Brasil esse procedimento vem enfrentando dificuldades para a sua realização. Visto que em pleno século XXI, há um paradigma em voga: os dilemas da doação de órgãos. 
         Segundo a Agencia Brasileira EBC, o Brasil tornou se destaque mundial no ano de 2015 por ter conseguido aumentar em mais de 50% o número de doações de órgãos no período de 2004 a 2014, contudo, nos anos que se seguiram esse resultado não foi tão positivo, tendo uma queda de 20%, segundo os dados do Registro Brasileiro de Transplante (RBT). Essa perda se deve pela não autorização da família - principal obstáculo para a efetivação da doação na maioria dos estados brasileiros – que enfrentam uma série de dilemas éticos na hora de decidir. A religião, o medo da reação e de conflitos com o resto da família, suspeitas de corrupção e do comércio ilegal de órgãos, desconfiança quanto às informações passadas pelos médicos, são apenas algumas das razões usadas para a não doação.
         Além desse impedimento, a infraestrutura hospitalar brasileira está deficiente, na maior parte dos casos, não estando assim preparada para tornar viável um sistema de transplante no Brasil. O Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina afirma que existe uma falta de profissionais nas UTIs, faltam enfermeiros de terapia intensiva, fisioterapeutas, psicólogos para dar apoio às famílias, entre outras funções.
        Contudo, essa realidade pode ser modificada, para que isso ocorra se faz necessário que o Ministério da Saúde em conjunto com a União realize campanhas publicitárias em meios midiáticos que acabem com a deficiência de informações dos brasileiros sobre o assunto e os incentivem as doações, além disso, essa temática deveria ser inserida desde cedo no cotidiano educacional das crianças, como já vem sendo feito nos Estados Unidos e Espanha. Ademais, os governos estaduais e federal deveriam aumentar o investimento nos hospitais para melhorar a sua infraestrutura e quadro de profissionais com o objetivo de formar um sistema de transplante organizado no Brasil para poder aproveitar a oferta de órgãos. Quem sabe, então, com essas soluções pode se mudar a atual cena brasileira no que se refere à doação de órgãos.