Dilemas da doação de órgãos

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    De acordo com Franz Kafka,escritor alemão, a solidariedade é o sentimento que melhor representa o respeito pela dignidade humana. Nessa perspectiva, uma simples ação, como a doação de órgãos, pode salvar muitas vidas. Entretanto,tal decisão não é tão simples para algumas pessoas,seja pelo desconhecimento acerca do assunto,seja pela crença em alguns mitos.
             A doação de órgãos pode ser feita em vida ou após a constatação de morte encefálica. No primeiro caso poucos órgãos podem ser doados e quem opta pelo ato é o doador.Já no segundo, cerca de 20 órgãos podem ser doados e cabe à família a decisão, porém a falta de informação sobre o processo pode assustar. Muitos familiares não conseguem compreender a morte cerebral e possuem esperanças da vítima melhorar, mas o maior empecilho da aprovação da doação é não ter conhecimento de que o transplante é feito como uma cirurgia e o corpo pode ser velado,assim, em apego e memória do ente querido acabam não autorizando o ato.
          Ademais, alguns mitos atingem grande parte da população e atrapalham o processo. Como exemplo tem-se a crença de que algumas religiões são contrárias à doação. Todavia,um levantamento feio pelo Programa Regional de Transplante de Nova York mostra que nenhuma religião se opõe à ação, pelo contrário, grande parte incentiva e acredita que a doação é um ato de caridade e amor ao próximo.
          Logo, a fim de garantir o respeito à vida, algumas medidas devem ser tomadas urgentemente.É essencial que a Organização Mundial de Saúde, em parceria com a mídia, crie uma campanha que desfaça os mitos e explique as verdades sobre a doação de órgãos e divulgue na internet para que atinja a maioria da população. Já na educação, as faculdades de medicina devem inserir a temática no cotidiano dos alunos e instruí-los para que possam passar para as famílias todas as informações necessárias sobre o processo.Dessa forma,o número de doações aumentará e a fila por uma vida digna diminuirá.