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    No famoso seriado médico Grey's Anatomy, a doutora Beily - cirurgiã geral - encontra sérias dificuldades para a realização do transplante de seis rins, visto que a profissional, junto ao corpo médico, necessita correr contra o tempo, enfrentar problemas infraestruturais e aguardar à aprovação familiar. Em comparação ao cenário contemporâneo, a situação apresentada encontra-se, muitas vezes, próxima da realidade. Nesse contexto, há fatores os quais não podem ser negligenciados, assim, exigindo diretrizes para solucionar este impasse: os desafios da doação de órgãos no Brasil.
        Em primeira análise, cabe pontuar que a ausência de infraestrutura para receber e preparar os órgãos para a cirurgia é uma problemática a qual corrobora para os desafios do transplante no Brasil. Como apresentado no programa de TV, Fantástico, o médico e repórter Drauzio Varella mostrou o descaso e a falta de recursos à integridade da saúde humana. Isso porque grande número de hospitais não possui profissionais qualificados para transplantar órgãos específicos, exigindo o transporte do paciente para outro local ou estado, como também cita Ben-Hur Ferraz Neto - presidente e chefe do programa de transplantes de fígado do hospital Albert Einstein - afirmando a insuficiência de preparação nas regiões Norte e Centro-oeste. 
        Além disso, convém frisar que a decisão para doação, hoje, é apresenta pela família do doador, o que, muitas vezes, não resulta em uma aprovação devido ao momento sensível em que se encontram os familiares da vítima, exigindo um diálogo formal e de compreensão, não desrespeitando os direitos humanos dos parentes e do indivíduo que faleceu. Ademais, é possível mencionar os cuidados exigentes com o tempo de duração em que um órgão precisa. Em uma reportagem divulgada pelo Jornal Nacional, após a chegada de um grupo de médicos ao centro cirúrgico, faltando poucos minutos de vida do órgão, os profissionais acidentalmente derrubaram o elemento a ser transplantado, colocando em risco o seu funcionamento. 
       Dessa forma, ficam claros os reais motivos no que tange os desafios da doação de órgãos no Brasil, sendo assim, faz-se necessárias diretrizes para quebra desse problema indissolúvel. Para isso, é imprescindível, a longo prazo, novos investimentos governamentais, por meio da aplicação e fiscalização de verbas para a manutenção em obras de infraestrutura, além da contratação de mais profissionais qualificados, visando amenizar a problemática e facilitar o procedimento cirúrgico. Outrossim, cabe à escola e à mídia, persistir na proliferação de conhecimentos sobre a temática, através de palestras com psicólogos e a persistência de propagandas abordando sobre a importância do papel altruísta de um doador, a fim direcionar e formar futuros cidadãos doadores.