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    Na série "Sob Pressão", uma mãe que vive o drama da morte encefálica de seu filho se recusa a permitir a doação dos órgãos do garoto e só aceita quando encontra a carteira de doador em seus pertences. Fora das telas, a realidade brasileira é semelhante e a doação de órgãos ainda apresenta muitos dilemas que impedem um aumento significativo em seus índices. Dessa forma, deve-se debater sobre essa questão para superar suas dificuldades.
          Após 53 anos do primeiro transplante de órgão feito no Brasil, o nosso país possui, atualmente, um dos melhores sistemas de transplantes do mundo. No entanto, apesar disso, mesmo que venham superando recordes, as taxas de doação ainda são insuficientes. Ainda há cerca de 41 mil pessoas aguardando por um transplante na fila de espera e, mesmo assim, cerca de 40% das famílias se recusam a fazer a doação dos órgãos de parentes falecidos, segundo reportagem da Agência Brasil.
          Entretanto, essa questão está longe de ser resolvida. Em primeiro lugar, ainda há uma dificuldade em compreender o conceito de morte encefálica e isso, consequentemente, contribui para a negação, pois é algo que ainda não está sedimentado para população. Paralelo a isso, tem-se a falta de diálogo. Tal afirmação pode ser comprovada pelo aumento no índice de doação de órgãos após os veículos de comunicação noticiarem com intensidade o caso da jovem Eloá que teve os seus doados após ser assassinada. As pessoas discutiram o tema e expuseram que eram doadoras. Nesse contexto, depreende-se que só falta diálogo.
             Sendo assim, faz-se necessário que as mídias sociais informem à população sobre o processo de doação de órgãos por meio de campanhas que expliquem sobre o procedimento e ainda sobre a morte encefálica. O Ministério da Saúde deve, por sua vez, incentivar o diálogo sobre a questão fazendo uso de cartilhas com conteúdo que fomente a discussão sobre doação entre familiares. Por fim, para que a família não decida pelo doador, os estudantes dos cursos de saúde das universidades federais do Brasil devem usar a internet para incentivar que as pessoas notifiquem o seu desejo desde cedo e não esperem para situações de emergência, pois sua vontade pode não prevalecer por falta de duas palavras: sou doador.