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    Na década de 60 os médicos conseguiram realizar transplantes de órgãos de não parentes. Porém, a taxa de sobrevivência era baixa, então nos anos oitenta os medicamentos imunossupressores possibilitaram aumento na continuação da vida após a transplantação, isso tornou possível que essa prática se tornasse rotineira. Contudo, ainda falta transpor barreiras: recusa da família e a falta de informação.
       Em primeiro lugar, segundo a Associação Brasileira de transplante de órgãos (ABOT), o principal entrave em relação a doação é a família, pois 47% dos parentes se recusam a autorizar essa ação. Sob esse viés, é importante ressaltar, que essa pessoa também está passando por uma fase difícil, já que acabou de perder um ente querido. Ainda por cima, a parentela têm dúvidas se o transplante é seguro, e, não vai haverá a comercialização ilegal desse elemento. Dessa forma, se torna difícil para o familiar aceitar esse tipo de pedido dos médicos.
         Além disso, segundo especialistas a população esclarecida tende a doar mais órgãos. De fato, se esses cidadãos soubessem que uma pessoa saudável que sofreu morte cerebral pode salvar pelo menos nove pessoas, segundo o médico Roberto Manfro. Com certeza, eles concordariam com  a realização da doação. Mesmo nesse momento de sofrimento, teriam como consolo a convicção de que o falecido salvou e trouxe alegria para várias pessoas, que ganharam uma nova chance para viver.
          Destarte, fica claro que a falta de esclarecimento sobre alguns temas desse assunto prejudica as pessoas a verem essa ação como positiva. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de para deixar claro os passo a passo da doação, com palestras auditórios de hospitais feitas por médicos, com a utilização de slides e panfletos explicativos, para pacientes e parentes, que destaque a importância de o indivíduo conversar com sua família sobre sua decisão. Espera-se, com isso, romper esses obstáculos que impedem as pessoas de efetivar essa ação tão solidária.