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    Permeados em uma sociedade onde dilemas éticos e anti-éticos se misturam- falta de conhecimento,crenças e visão capitalista - os brasileiros encontram problemas na integralidade de captação da doação de órgãos.Sendo assim,objetivando a ampliação da resolução prática do direito à vida e à saúde,cabe ao Estado criar medidas de combate a esses impasses.
     Apresentando uma educação pública de baixa qualidade,o Brasil encontra-se na posição sexagésima terceira na matéria de ciências(Pisa).Como consequência,problemas relacionados à doação de órgãos - falta de conhecimento em relação à morte cerebral(a qual,via de regra,tem como indivíduo um potencial doador),simultaneamente à alta influência do Cristianismo devido à fatores culturais e alienadores,a exemplo dos ensinamentos passados pela família afim à supracitada religião,assim como o ensino de catolicismo em vez de ensino de religião,deixando pessoas à mercê da milagrosidade.Dessa maneira,é inegável que a relação entre educação e a oferta de órgãos esteja intimamente ligada-seja para benefícios,seja para malefícios.
     Somado à questão da educação nos indivíduos tupiniquins,a hiper-valorização do modelo capitalista de Adam Smith exerce um grande impasse ao livre-arbítrio dos indivíduos.Dessa forma,seres influenciados pelos "fins justificam os meios"- como o caso de moradores da região do Recife,os quais iam,até 2003,vender seus rins a europeus - acabam por gerar uma "seleção natural",em que apenas os mais abastados conseguem ser beneficiados pelos direitos garantidos pelo governo.Desse modo,com os ricos interferindo na função do Estado,com o objetivo de atingir o bem individual-na ilegalidade,de acordo com o marco legal 9.434 de Fevereiro de 1997- corrobora-se,parcialmente,o conceito de Gilberto Dimenstein : " as leis brasileiras funcionam só no papel" precisando,assim,ser revisto.
      Portanto,cabe ao governo a condição de reversibilidade desses impasses.Primeiramente,o poder público,por meio do Legislativo,partindo do "pressuposto kantiano" : " o homem é aquilo que a educação faz dele",deve criar uma lei que outorgue a criação da matéria "Doação de órgãos e seus benefícios" nas instituições escolares, a fim de diminuir certos tabus e crenças e,consecutivamente,aumentar o número de doadores.Aliado a isso,o governo deve ampliar as penas já instauradas na lei 9.434-com o intuito de coibir práticas ilegais- bem como estender o livre-arbítrio.Dessa maneira,realizando as medidas supracitadas,a sociedade brasileira poderá desfrutar mais objetivamente dos artigos quinto e cento e sessenta e seis(direito à vida e à saúde,respectivamente) e,consequentemente,se opor ao pensamento do jornalista tupiniquim Gilberto Dimenstein.           DESCARTE A PARAGRAFAÇÃO - ERRO DO SITE