Dilemas da doação de órgãos

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     Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesta perspectiva, a doação de órgãos pode transformar e salvar várias vidas. Entretanto, infelizmente, essa prática em nosso país encontra-se em baixo nível, diferentemente da procura que continua com altos índices nas estatísticas. Certamente, a escassez de informações sobre os transplantes aliada a falta de infraestrutura dos hospitais brasileiros, são grandes barreiras que separam a população brasileira do ideal defendido pelo autor.
       Em primeira análise, é importante destacar que  é nítido que  os tabus existentes referentes ao tema vigoram na sociedade. Nesse aspecto, entre esses mitos, a prevalência da ideia dos custos com a doação serem da responsabilidade dos familiares, assim como falsos informes sobre o procedimento entravam os indivíduos a optarem pela solidariedade. 
      Ademais, convém frisar que a falta de infraestrutura dos hospitais públicos precariza a viabilidade das doações. Isto é, a maior parte dos hospitais que são referências em transporte de órgãos estão concentrado no sul e sudeste do país. Por conseguinte, os pacientes que residem em outras regiões brasileiras  se tornam dependentes da velocidade e da eficiência do sistema de transporte de órgãos. 
      A fim de atenuar o problema, o Ministério Da Saúde em parceria com o Ministério das Comunicações deve, realizar campanhas midiáticas  que conscientizem e anunciem o passo a passo do procedimento,  desestruturando o misticismo encontrado na doação com o intuito de engajar a população para a ação e desfazer falsos informes. Além disso, a receita federal deve investir uma parcela maior dos impostos arrecadados na saúde pública, investindo em diversas infraestruturas capazes de realizar  transplantes, assim não se encontrará apenas regiões de referência em doação de órgãos no brasil, mas, sim um país de referência. Somente assim construir-se-á um Brasil mais solidário.