Dilemas da doação de órgãos

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    Doação de órgãos: legislação e aceitação familiar 
        Embora a doação de órgãos no Brasil tenha crescido nos últimos anos, o país ainda enfrenta barreiras sociais e legislativas para que esse gesto que salva vidas seja mais corriqueiro. A falta de doação acarreta em milhares de pacientes na fila de espera por um órgão e, pois, precisa ser resolvida.       Sabe-se que, para grande parte da população, questões religiosas e até morais fazem com que a doação de órgãos seja vista com maus olhos. Ademais, leis brasileiras apenas permitem que a doação provenha de um paciente que teve morte cerebral. No entanto, outras causas de óbitos possibilitariam a reutilização dos órgãos, como o infarto do miocárdio – contanto que com imediata cirurgia de remoção -. Ambos os tópicos devem ser revistos para solucionarmos o problema. 
       Sendo que a doação só é realizada com o consentimento da família, vê-se a enorme fila na lista de transplantes no Brasil, pois cerca de 40% dos familiares recusam a destinação dos órgãos do paciente para outra pessoa. Isso acarreta em muitas mortes e em mais gastos para manter os pacientes em espera nos hospitais. Além disso, a falta de disponibilidade desses elementos de forma legal abre portas para o tráfico dos mesmos.      Dessa forma, a doação de órgãos precisa ser vista com um olhar mais amigável pelos brasileiros, como uma oportunidade para salvar vidas. Primeiramente, o legislativo do Brasil deve buscar novos caminhos e facilidades para possibilitar a reutilização dos órgãos. Outrossim, o Ministério da Saúde deve promover campanhas em mídias sociais e nas escolas para a conscientização da população acerca do assunto, ocasionando uma maior aceitação da ideia. Assim, abre-se caminho para a maior disponibilidade de órgãos, que diminuirá o tráfico dos mesmos, salvando inúmeras vidas.