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    É evidente que se tem intensificado o debate acerca do dilema da doação de órgãos no Brasil. Isso porque tal premissa é hoje tutelada pelo Ministério da Saúde. Todavia, apesar do aumento no número de doações, essa prática ainda é omissa. Desse modo, faz-se necessário que hajam ações compartilhadas entre o Poder Público e a sociedade civil para que tal problemática seja atenuada.
    Nesse contexto, vale ressaltar que, segundo o Filósofo Imanuel Kant, muitos erros derivam da ignorância humana. Conforme o iluminista, o homem deixa sua "menoridade" ao obter e usar seu conhecimento, repleto de vícios morais, autonomamente. À vista desse princípio, lamentavelmente se notam anomalias comportamentais de parte da população, visíveis nos preocupantes atos de negação à doação de órgãos.
    Por certo, há consequências negativas advindas dessa mazela. Dentre essas, a principal é o aumento da lista de espera de transplante de órgãos; provocando o inchaço desse setor. Ademais, o alto número de pacientes  necessitantes desse ato choca-se com a quantidade de outros que morrem sem que sejam usados seus órgãos de forma a ajudar o próximo. Outrossim, seja por omissão ou medo familiar, não é justo que a vida de muitos seja ceifada diante de tantas oportunidades não aproveitadas.
    Destarte, faz-se necessário oportunizarem caminhos para o incentivo à doação de órgãos no Brasil. Para tanto, é importante que o governo amplie os meios de incentivo a esse tipo de prática, criando, por exemplo, o Cartão do Doador, que promova vantagens a quem o adquirir, como o acesso às meia-entradas em eventos sociais, fazendo com que se aumente o número de doadores. Além disso, será de fundamental importância que a mídia, valendo-se de programas e campanhas, exponha a realidade dos pacientes que estão a espera de um novo órgão para que se conscientize e sensibilize a população, aviltando a omissão das famílias brasileiras. Dessa forma, poder-se-á alcançar um país mais justo.