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    A doação de órgãos é um processo clínico de suma importância para saúde daqueles que possuem algum órgão ou tecido debilitado, visto que um doador saudável, pode suprir as necessidades de até nove indivíduos. No Brasil, o número de órgãos doados subiu 15% em relação ao último ano, ainda assim existem mais de 32 mil pacientes aguardando um transplante (dados R7). Diante disso, é possível afirmar que a falta de informação representa o principal empecilho que acomete a realização desse procedimento no Brasil.                                                                                                                         Em relação à falta de informação do povo acerca da relevância da doação de órgãos, pode-se dizer que tal quadro se deve ao fato de ser recente o tratamento desse assunto na mídia com frequência. Ademais, nas escolas (âmbito das futuras gerações), tal procedimento raramente é transmitido aos alunos em sua real completude. Desse modo, o receio de ser um doador de órgãos é favorecido, já que sem o conhecimento necessário, a população passa a acreditar em certos mitos como a antecipação da morte dos doadores.                                                                                                                                         Somado a isso, vale ressaltar que a insegurança gerada pelos diversos mitos disseminados reduz drasticamente o número de potenciais doadores. Por conseguinte, milhares de brasileiros são impedidos de terem sua vida saudável retomada devido à escassez de altruísmo de uma grande parcela da população. Não obstante, 47% das famílias que possuem um parente em estado de morte cerebral se recusam a realizar tal procedimento clínico (segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), preferem velar o cadáver com todos os órgãos, que já não possuem mais serventia para esse, a permitir a retirada de alguns em prol da sobrevivência de outros.                                Dado o exposto, fazem-se necessárias soluções que amenizem as problemáticas supracitadas. Em primeiro lugar, cabe ao governo, com vistas a fazer da doação de órgãos um hábito nas futuras gerações brasileiras, incluir, por meio do Ministério da Educação, a abordagem do processo de doação de órgãos na grade curricular das escolas. Em segundo lugar, cabe às ONG’s responsáveis, com vistas a desmitificar alguns mitos a respeito da doação de órgãos, transmitir, através dos veículos midiáticos, informações mais detalhadas sobre o assunto para a população.