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    A fila de espera para transplantes cresce cada vez mais, isto decorre do aumento de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes. A expansão dessa demanda precisa ser acompanhada do crescimento de doações, porém vários dilemas podem ser percebidos neste âmbito, como famílias que negam doações por falta de esclarecimento em relação à morte encefálica e pacientes que recorrem ao comércio ilegal de órgãos. 
          As famílias possuem total direito nas decisões sobre as doações após a morte do indivíduo, entretanto têm dificuldade em aceitar a morte encefálica, que consiste na parada das funções cerebrais, já que as atividades cardiorrespiratórias continuam sendo mantidas por aparelhos, então existe a falsa ilusão de vida, acarretando na negação das doações. 
          Há também o crescimento do mercado negro global de órgãos, que se estrutura no tráfico de órgãos de indivíduos sequestrados, muitas vezes assassinados, ou muito pobres dispostos a abrir mão de seus órgãos por dinheiro. Pacientes que perderam a esperança na doação legal de tanto esperarem um avanço na lista de espera acabam recorrendo a essa alternativa ilegal. 
          Portanto, medidas são necessárias para resolver estes impasses, como campanhas televisivas promovidas pelo Ministério da Saúde com o intuito de estimular a doação de órgãos e conscientizar sobre a morte encefálica, assim como o incentivo à fiscalização de hospitais contra o tráfico de órgãos, que viola os direitos humanos fundamentais e deve ser severamente punido.