Dilemas da doação de órgãos

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    No Brasil, a doação de órgãos cresceu nos últimos anos. Porém, ainda, não se pode comparar com países desenvolvidos como a Espanha, que é referência de doação de órgãos segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Nesse sentido, o principal fator para não doar é o tráfico de órgãos; e a falta de importância de alguns cidadãos com o problema.
        É fundamental pontuar, de início, que o "mercado negro de órgãos " ocorre de forma intensa no mundo.Nesse viés, estes órgãos transplantados ilegalmente, saem de países desenvolvidos em direção aos países subdesenvolvidos na maioria das vezes, como mostra o mapa "Açougue Humano " realizado pelo Ministério Público Federal e Organs Watch. Com base nisso, o Brasil faz parte de países que vendem órgãos, o que prejudica alguns brasileiros que precisam de órgãos para continuar com a sua vida.
          Além disso, o problema persistirá, enquanto houver despreocupação  de alguns indivíduos. Conforme a teoria alemã da "Atitude Blasé " de Georg Simmel, se a maioria das pessoas não se importarem com as mazelas sociais ao seu redor, elas permanecerão constantes, ou seja, não serão resolvidas. Sendo assim, esse pensamento demonstra a demasiada despreocupação da maioria dos indivíduos com o entrave, isto é, tratam o tema com indiferença, o que dificulta a doação de órgãos na sociedade brasileira. 
             Portanto, faz-se necessário mais campanhas de cunho persuasivos como a realizada pelo Instituto Materno Infantil, em parceria com a Central de Transplantes, por meio da mídia e rede social, afim de que alcance o público jovem, para que sejam doadores dessa causa cidadã. Ademais, é crucial que haja o combate  ao tráfico de órgãos, por intermédio de denúncia feita pela população, como ir a uma delegacia, para que o doador e traficante sejam punido, de acordo com a lei. Assim, aumentará exponencialmente o número de pessoas que praticam esse ato solidário.