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    Embora crescentes no Brasil, os transplantes de órgãos ainda são dotados de muitos dilemas, haja vista a disseminação de diversos mitos sobre o assunto entre a sociedade e a pouca infraestrutura do país para os procedimentos. Esse conjunto de fatores não só atenua o número de vidas salvas, como também fortalece o tráfico de órgãos.
               Primeiramente, é sabido que, judicialmente, a família é responsável pelo destino do corpo do possível doador. Nesse contexto, a permissão para a doação é dificultada pela junção de dois fatores: a morte vista como tabu socialmente e a propagação de mitos, como o falecimento forçado do paciente por parte da equipe médica, visando somente os órgãos. Essa euforia causada pela desinformação social é vista, de maneira análoga, na Revolta da Vacina, em 1904, quando por não entender o contexto vigente, a população, através da rebelião, ignorou a campanha de saúde do Governo da época. 
               Ademais, os dilemas são acrescidos devido à falta de infraestrutura do país para lidar com a questão. A mesma se evidencia na concentração de profissionais e centros especializados em regiões específicas do país e as deficiências no transporte dos órgãos. Além disso, há a necessidade de preparar o profissional para abordar as famílias em um momento de perda e expor corretamente a pauta de doação.
                Nesse contexto, se não resolvidos, esses problemas além de aumentarem os casos de morte por falta de transplante, podem fortalecer o tráfico de órgãos, Segundo o Ministério Público, em 2016, o Brasil apareceu na lista de países que vendem ógãos ilegalmente, gerando a necessidade de tratar a questão nacionalmente.
                  Dessa forma, para que o número de transplantes seja satisfatório na nação, é imperioso que o Ministério da Saúde crie um site especializado em informar e tirar dúvidas dos cidadão a respeito do assunto, além de profissionalizar médicos para esse fim em todo o país, sem excluir qualquer região. Os cidadão que, após se informarem, tiverem interesse em doar órgãos deve avisar a suas famílias. Assim, seremos um exemplo mundial de doação de órgãos.