Dilemas da doação de órgãos

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    No filme "Um Ato de Coragem", o personagem Denzel Washintgon faz réfem todo o setor de emergencia de um hospital,  após seu filho precisar com urgência de um transplante de coração. Fora dos cinemas, a doação de orgãos ainda é um desafio enfrentado pela sociedade brasileira, isto deve-se, principalmente, a recusa familiar. Dessa maneira, é necessário resolver essa problemática.
     Em primeiro lugar, é indubitável que a recusa familiar esteja entre as causas do problema. De acordo com pesquisas, cerca de 50% dos parentes decidem não doar os órgãos após a morte do familiar. Um dos principais fatores que contribuem para esse dado alarmante é o desconhecimento dos parentes a cerca do transplante de órgãos, o que contribui para a construção de mitos sobre o assunto. Com isso, isto torna-se um empecilho para a doação, pois dificulta a autorização familiar.
     Em segundo lugar, vale frisar que o despreparo da equipe hospitalar para solicitar aos familiares a doação dos órgãos após a morte do parente, contribui para a recusa familiar. Isso deve-se a falta de empatia dos profissionais da saúde ao abordar a família de uma maneira inadequada em um momento de dor, desrespeitando os parentes. Dessa forma, ao sentirem-se pressionados os familiares recusam-se a doar os órgãos do parente.
     Destarte, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, o dever de criar panfletos, que contenham as principais duvidas sobre o transplante de órgãos, para distribuir em hospitais, escolas, universidades, a fim de desconstruir mitos sobre o assunto para facilitar a autorização familiar. Ademais, cabe aos hospitais o dever de capacitar seus funcionários, através de aulas de psicologia, para ensina-los a abordar os familiares corretamente, a fim de diminuir a recusa familiar