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    A educação no combate dos conflitos sociais.
           ''Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.'' Essa ideologia estabelecida pelo filósofo educador Paulo Freire, na qual o ensino é capaz de configurar os conflitos sociais, reflete a possibilidade de resolução no dilemas da doação de órgãos no Brasil. Desse modo, é preciso que existam regras efetivas para que ocorram mudanças radicais na sociedade.
        Em primeiro lugar, a seara governamental é a principal responsável pela continuidade dos transtornos sociais. A Constituição Federal, cujas leis garantem direitos que devem ser respeitados, no Artigo 196, determina que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante de políticas sociais. Nesse viés, existe a inaplicabilidade das leis pela falta de estrutura na saúde pública, ocasionando o medo na família e em pacientes que precisam de transplante em hospitais precários, em que falta médicos especializados, medicamentos essenciais e infraestrutura hospitalar, com isso, não existe desenvolvimento social sem a preservação da dignidade humana.
             Além disso, a realidade da fila de espera da doação de órgãos vai de encontro aos avanços dos Direitos Humanos. A Terceira Geração dos Direitos Humanos é aquela que integra políticas públicas e o cidadão na condição de corresponsável e engloba os dilemas da doação de órgãos. Nessa leitura, a desconfiança é um fator que contribui a família na recusa da doação, a existência do medo no desvio ilegal de órgãos é ocasionado pela falta de diálogo e acolhimento da família em um momento de sofrimento, por conseguinte, a resolução dos conflitos na doação de órgãos deve ser combatido com ações efetivas e o diálogo esclarecedor sobre os processos da doação.
            Portanto, propostas devem entrar em vigor a fim de solucionar os problemas já mencionados. Para tanto, o Governo deve impulsionar a preservação da dignidade humana e mudanças sociais, fiscalizando severamente o encaminhamento dos órgãos e deixando as famílias a par de toda a situação, o planejamento para as mudanças na infraestrutura e no amparo aos pacientes são essenciais, vinculado ao Ministério da Saúde, a modificação nos hospitais para o atendimento desses pacientes é fundamental, a participação do Estado em garantir direitos de oportunidade iguais a todos os cidadãos é indispensável para o exercício da cidadania. Ademais, deve-se quebrar as barreiras nas Instituições Educacionais, o Ministério da Educação deve adequar as novas práticas pedagógicas, realizando palestras e conversas dentro da sala de aula sobre a importância da doação de órgãos, incentivando a mobilização social no incentivo da doação. Assim, o Brasil estará de acordo com os avanços democráticos e com o desenvolvimento social.