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    Medula óssea, rim, parte do fígado. Esses são alguns dos órgãos que podem ser doados por um brasileiro saudável. No entanto, a má infraestrutura dos hospitais, a falta de doadores e o mercado negro influenciam para que a concessão de órgãos seja algo difícil e demorado no Brasil. 
    Em primeiro lugar, é válido ressaltar que muitos órgãos são descartados por falta de conscientização da população. Em caso de morte encefálica – parada de todos as funções do cérebro – os familiares poderiam salvar cerca de 25 vidas doando o coração, intestino, pulmões, entre outros órgãos do indivíduo afetado. Mas, é inquestionável que com a atual infraestrutura dos hospitais públicos do país, esse procedimento seria dificultado. Além disso, por sua grande extensão territorial e pela maioria dos concessores se encontrarem no sul e sudeste, a população do norte seria afetada. 
    Outro problema vigente é o chamado “Açougue Humano”, o transplante ilegal. Muitos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, como o Brasil, Índia e China cede boa parte dos órgãos para o tráfico. Esse ato gera vários riscos, visto que, as cirurgias são feitas em clínicas precárias, com instrumentos errados e materiais não esterilizados, colocando em risco a vida dos pacientes que não têm condições de pagar um procedimento cirúrgico adequado. 
     Dessa forma, cabe ao Governo Federal por meio do Ministério da Saúde investir na infraestrutura dos hospitais públicos, oferecendo profissionais qualificados e alas especiais para as cirurgias de transplantes. Inclusive, implantar mais clínicas ao norte e nordeste do pais, visando atingir o máximo de pessoas possíveis, a fim de conscientizar a população e aumentar o número de doadores de órgãos.