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    Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “memórias póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertado a sua decisão, pois com as dificuldades que se tem para doar órgãos no Brasil é triste de se constar que um órgão que poderia salvar vidas tem outro destino por conta da falta de informação, equipes qualificadas e a falta de tecnologia como aliada. 
     Primeiramente, cirurgias de transplante de órgãos são sempre muitos delicadas haja vista que na hora do transplante os tecidos, veias e artérias dos pacientes podem estar obstruídos levando em conta a espera deles na fila de transplante e por conta dessa e demais problemas, tais procedimentos requer profissionais especializados nisso, não só o médico, mas toda uma equipe cirúrgica. E esses profissionais são chamados a qualquer hora do dia ou da noite, tendo que estar dispostos e preparados 24 horas, tornando uma área muito cansativa e que o salário deveria acompanhar a importância e o sacrifício deles. 
     Ademais, com a série de etapas que a doação exige torna a doação demorada, mas esse tipo de procedimento necessita da maior agilidade possível. É preciso da autorização da família do doador, que em um mento tão difícil que é dar a noticia do óbito ainda vem à permissão e as perguntas se ele é apto para ser doador, como por exemplo, se fez tatuagem recentemente, se tem diabete, fumo ou uso de drogas, para que seja rastreável possível doença e se necessário biópsia. Portanto, informações é necessário durante toda as etapas, se o doador já ter manifestado o desejo de ser doador para a família torna essa decisão menos doloroso para os entes queridos. 
     Mandela dizia que o que realmente importa na vida é o que foi feito pelo próximo. Portanto, que os números de doadores cresçam cada vez mais, para isso é necessário que o ministério de saúde intervenha com mudanças, utilizando o RG como identificação de doador ou não, para que essa difícil decisão não fique na mão dos familiares e acelerando o processo e pelo número do registro geral em um site sendo atualizadas com informações recentes como doenças, tatuagens, tipo sanguíneo, se fez cirurgia recente etc. Algo prático que a tecnologia proporciona e, além disso, com propagandas nas mídias sobre o quanto de pessoas que se pode salvar com apenas uma atitude de informar a família sobre o desejo de ser doador e que o Estado aumente o salário dos funcionários dessa área para que se torne cada dia mais procurada e assim criar um legado de uma sociedade mais generosa que Brás Cubas pudesse se orgulhar.