Dilemas da doação de órgãos

Envie sua redação para correção
    No Brasil milhares de pessoas estão em fila de espera por um novo órgão, entretanto, o número de doadores não supre os que necessitam do transplante. Embora estatísticas mostrem um bom aumento de doações, ainda há uma longa distância do ideal. A desinformação sobre o processo que antecede à cirurgia para transplantar um órgão, em conjunto da má distribuição de especialistas no país, são os obstáculos a serem contornados para que aconteça um acréscimo satisfatório de doações.
      O receio de familiares em em aprovar que órgãos de seus entes queridos sejam transplantados está muitas vezes ligado ao desconhecimento do significado do termo morte cerebral, o que gera esperanças de uma volta à vida. Quando médicos declaram que o paciente chegou nesse estágio, não há chance de retorno. O tempo entre a morte encefálica e o momento que o coração do falecido para de bater são um grande empecilho para o possível receptor de um órgão transplantado, visto que, a medida que as horas passam, a chance do sucesso no transplante diminui.
      O obstáculo criado pelo limite de tempo faz com que a maioria das doações ocorram entre doador e receptor do órgão habitantes do mesmo estado. Consequentemente, a maior parte de transplantes acontece no sul e sudeste do país, já que a maior parte dos especialistas em realizar esse tipo de cirurgia se localizam nessas regiões. Um ponto positivo  a ser destacado é a mobilização de diferentes instituições para que transplantes ocorram. Bombeiros e Polícia Civil disponibilizam, sempre que necessário, helicópteros, jatinhos e carros para o rápido transporte de órgãos.
       O ministério público por meio de campanhas que expliquem à importância do ato de se declarar doador, certamente estimularia pessoas a doar órgãos. Dessa forma, com conhecimento necessário, e com aviso prévio do desejo em doar, dificilmente familiares recusariam permitir possíveis doações. Simultaneamente, a maior formação de médicos capacitados a realizar transplantes nas regiões norte, nordeste e centro-oeste elevariam imensamente os número de doações realizadas.