Dilemas da doação de órgãos

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    O filme americano "Um ato de coragem", conta a história de um pai, que busca a qualquer custo conseguir um transplante de coração para seu filho. A problemática abordada na narrativa mostra-se atual, haja vista que, a doação de órgãos ainda apresenta inúmeros desafios e entraves, dificultando assim essa atitude, que todos os anos salva milhares de vidas pelo mundo.
        Em primeiro plano, é válido destacar que o Brasil possui o maior programa público de transplantes de órgãos do mundo, que paga por aproximadamente 92% das cirurgias. Apesar do sucesso do programa brasileiro, mais de 70 mil pessoas aguardam na fila de transplante e muitas acabam falecendo enquanto esperam. Essa enorme fila deve-se principalmente, ao fato de que, segundo o Sistema Nacional de Transplantes, cerca de 70% dos órgãos são desperdiçados durante a coleta e transporte.
        Ademais, um problema que colabora para o aumento dessa fila é a recusa familiar. Isso porque, ainda existem inúmeros mitos populares a respeito da doação de órgãos, e toda essa desinformação acaba assustando os familiares. Outrossim, por mais que muitas pessoas tenham a intenção de se tornarem doadores, não notificam a família durante a vida, e estes, por conseguinte, não autorizam a doação dos órgãos após o óbito.
        Diante dos fatos apresentados, fica evidente a necessidade de medidas nesse âmbito. Primeiramente, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, deve tornar o processo de coleta e distribuição mais eficaz, adquirindo novas ambulâncias e até mesmo helicópteros para agilizar o transporte, objetivando diminuir a perda de órgãos saudáveis. Além disso, também é válido o investimento em propagandas informativas, através de rádio e Tv, que visem quebrar os mitos populares e informar cada vez mais às pessoas sobre a importância da doação de órgãos.