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    De acordo com Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações econômicas, politicas e sociais, característica da “modernidade liquida” vivida no século XXI. Desse modo, nota-se uma liquidez no que concerne a doação de órgão no Brasil. Nesse contexto, há fatores que não podem ser negligenciados, como a escassa infraestrutura da saúde pública e a recusa familiar a doação. 
       Em primeira análise, cabe pontuar que a negação familiar é um dos principais motivos que leva a ausência da oferta de órgão no Brasil. Comprova-se isso por meio de pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, mostrando que aproximadamente 47% das famílias em 2013 se recusaram a doação por falta de conhecimento. Outrossim, vale salientar, que dogmas religiosos adotados por famílias em conjunto a falta de conhecimento, influenciam na solução do impasse. 
       Ademais, convém ressaltar que a minguada infraestrutura da saúde pública, com poucos hospitais aptos a realizar atividades de transplante e poucos profissionais especializados em cirurgias, somado a tais ângulos, implicam de forma majoritária sobre o infortúnio. Destaca-se nesse tocante, uma concentração de profissionais nas regiões sul e sudeste, provocando um desnível nas demais regiões, isso posto, um declínio no número de vidas salvas. 
       Em face do exposto, de maneira análoga a lei da inércia, enquanto o Ministério da Saúde não oferecer recursos que possibilitem a recuperação e criação de infraestruturas hospitalares aptas a oferecer serviços de transplantes em todas as regiões brasileiras, especialização de profissionais, distribuição igualitária regional de profissionais e uma parceria com grupos formadores de moral e a esfera midiática, com o objetivo de tornar cidadãos conhecedores da importância de doações de órgãos, a delinquência manterá seu movimento, seguida de uma liquidez social.