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    A doação de órgãos no Brasil enfrenta problemas devido a inúmeros fatores. De um lado, o número de pessoas que doam é insuficiente em relação a quantidade daquelas que necessitam. Do outro, o mercado do tráfico de órgãos apenas cresce, representando sofrimento para alguns e salvação para outros.
        De acordo com Émile Durkheim, quando uma parte da sociedade não está funcionando todas as outras são afetadas, da mesma forma ocorre com o corpo humano. De modo geral, as pessoas encaram muitas dificuldades no sistema único de saúde, no que diz respeito a doação de órgãos observa-se filas de espera que chegam a demorar tanto que os pacientes acabam vindo a óbito antes de serem chamados. Contudo, não há tantos obstáculos para aqueles que possuem uma boa condição financeira. Por esta razão, esse problema não envolve apenas uma falha de políticas públicas, mas também de desigualdade econômica. 
       Por conseguinte, há pessoas que aproveitam a existência desses problemas e do desespero dos seres humanos quanto a perda da vida para atingirem seus interesses. Para Max Weber, toda ação humana é dotada de um fim, no caso do tráfico de órgãos o objetivo é lucrar, mesmo que isso signifique causar sofrimento, casos de desaparecimentos, por exemplo, tem grande de possibilidade de serem provocados por conta disso. Como demonstrado no mapa do Ministério Público Federal e Organs Watch, o Brasil é um dos países que mais vendem órgãos para o exterior, sendo que os países desenvolvidos são os que mais compram, comprovando o privilégio que os mais ricos possuem.
        Assim sendo, é preciso implantar medidas que diminuam a falta de órgãos, o que pode solucionar tanto o problema das filas de espera quanto do tráfico. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações junto ao da Educação devem se aliar a empresas privadas para aumentar o número de investimentos no estudo da produção de órgãos artificiais, este pode trazer resultados impactantes e beneficiar muitas pessoas.