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    O transplante de órgãos possibilita que cidadãos possam ter suas vidas salvas por meio de tais cirurgias. Embora este mecanismo pareça ser promissor para a saúde pública, ainda são encontrados empecilhos em relação à doação dos órgãos, gerados pela falta de informação e estrutura.
     Em primeiro plano, a doação só pode ser efetivada com autorização da família da vítima que tenha entrado em estado de óbito a partir de uma morte encefálica. Contudo, são poucos os indivíduos que previamente avisam suas famílias sobre o desejo de ser doador, de outro modo, a falta de informação sobre o procedimento cirúrgico, bem como o receio de um possível ''aceleramento'' na morte de seus familiares, causam desconforto no momento de conceder autorização, impossibilitando a doação.
     Outrossim, a falta de estrutura como transporte e hospitais de qualidade, geram maiores dificuldades. O governo atual disponibilizou um avião que seria destinado para a transladação do órgão doado, porém, a demanda é alta e necessita de mais recursos. Além disso, o número de hospitais que realizam tais cirurgias é baixo e concentrado em algumas regiões, o que acentua as longas filas de espera. De outro modo, segundo o Portal de Notícias R7, houve um aumento de 15% na doação de órgãos no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano anterior, todavia, a problemática ainda é elevada e necessita ser resolvida.
     Por conseguinte, medidas devem ser tomadas para que se tenha aumento no número de doações e mais vidas possam ser salvas. Portanto, propõe-se que o Ministério da Saúde em parceria com o Governo Federal crie palestras em praças públicas para que médicos possam explicar a população sobre a importância de ser doador e quebrar os paradigmas que causam desconfortos para os cidadãos. Igualmente, os mesmos órgãos devem aumentar o número de transportes e criar novos centros cirúrgicos que realizem transplantes, afim de amenizar os empecilhos que atrasam e impossibilitam os transplantes e doações.