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    Foi durante a Segunda Guerra Mundial em 1942 que a medicina começou a se desenvolver. Com a grande necessidade de um anti-séptico para combater as infecções das tropas feridas, descobriu- se o primeiro antibiótico, a penicilina. A partir daí, os avanços tecnológicos na área da saúde até os dias atuais foram enormes. Um desses avanços foi o transplante de órgãos,  no qual atualmente o Brasil se apresenta como o segundo maior doador do mundo, porém ainda as filas de espera para receber os órgãos é numerosa, configurando um problema persistente na sociedade brasileira do século XXI.
     É irrefutável que o modo como a morte é vista pela sociedade é um dos pilares dessa problemática. A sociedade começou a se preocupar em um modo de como o morto pudesse melhor "descansar" e assim se iniciou o processo de colocar os corpo nos pátios das igrejas, como um forma de estar mais perto de Deus. Hoje em dia, já não é tão necessário estar aos arredores da igreja, porém o ato de pegar órgãos de alguém que esta morto é visto em muitas famílias e também em algumas religiões ainda como uma forma de mutilação no corpo do ente falecido, desse modo seria como se tivesse destruindo o indivíduo e o enterrando sem sua integridade.
     Segundo a doutrina empírica, todo conhecimento provém unicamente da experiência. Seguindo essa linha filosófica, vê se que o medo tanto dos doadores quanto dos familiares é uma questão dessa temática. O grande aumento do mercado negro de órgãos faz com que muitas pessoas não confiem no sistema de saúde, mesmo a população tendo em mente que o ato de doar órgãos é uma forma de caridade e afeto, a mesma não se sente segurança em fazer tal ação, pois o medo de seus órgãos descaminharem do lugar que realmente deveria ir é maior. 
     Em virtude dessa realidade, para que a fila de espera para os transplantes de órgãos não seja mais um problema para o Brasil, é necessário partir do Estado juntamente com o Ministério da Saúde programas que levem uma maior informação sobre tal temática a população, para que a mesma mude a postura diante de tal problema. Também, cabe a mídia ter uma postura positiva diante do assunto mostrando tal temática em novelas, por exemplo, pois a mesma é uma grande formadora de opinião em massa, desse modo a população poderá mudar conceitos em relação a doação. Desse modo, o Brasil perpetuará um desenvolvimento consciente.