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    O Brasil possui diversos paradigmas que precisam ser desconstruídos. Um desses é a morte, e por conseguinte, a doação de órgãos. Isso prejudica muito a saúde pública, pois, milhares de pessoas aguardam na fila de espera. Outro fator é a má distribuição de profissionais médicos especializados em transplantes, não suprindo a demanda necessária que existe nos estados ao norte e do Centro-Oeste. Faz-se necessário, desse modo, medidas governamentais publicitárias e educacionais a fim de reverter esse quado preocupante que priva indivíduos da vida.
          François Rabelais, escritor francês, apregoa que "a ignorância é a mãe de todos os males". Essa ideia não poderia ser mais conveniente ao tema. Embora tabus sociais estão presentes no contexto nacional, a doação de órgãos se destaca pelo impacto direto que provoca naqueles que necessitam de um transplante. Vítimas de uma morte cerebral estão aptas a doarem, contanto que a família aprove. Aqui se encontra o prejuízo que tal paradigma estabelece, pois, por falta de conhecimento, os familiares não autorizam a cessão dos tecidos e seus conjuntos do falecido. A publicidade e o ensino são as áreas ideias para apresentar ao povo as razões e a necessidade em doar. A taxa de 40% de recusa deve ser reduzida. 
          Além disso, fora dos centros urbanos, o número de médicos especializados para a realização de transplantes é escasso. Outra falta se reside em hospitais menos tecnológicos e aptos a armazenarem órgãos e atenderem a demanda de cirurgias mais complexas. O Estado brasileiro deve exercer seu dever constitucional de prover a saúde, para tanto, deve aumentar investimentos nesse setor. Na medida em que estes aumentarem, inclusive na propaganda e na educação como supracitado, a problemática da doação será menos preocupante. Doar é uma virtude, entretanto, ela atingirá seu potencial máximo quando a União estabelecer a base para tal ação ocorrer. 
          Portanto, faz-se necessário que o governo adote medidas que incentivem o povo a doar. Primeiramente, o Estado deve investir na saúde, com o propósito de adequar os hospitais ao século XXI. O Congresso precisa ampliar a verba destinada para esse setor. Aumentar os salários de médicos do interior e dos Estados Norte, Nordeste e Centro-Oeste é fundamental para atrair profissionais a essas áreas. Dessa forma, os municípios se prepararão para atender a demanda latente por cirurgias. Concomitantemente, o Ministério da Educação deve adicionar na grade curricular do ensino fundamental o debate sobre a doação. Além disso, divulgar e publicar anúncios midiáticos será importante para a conscientização do povo. Após essas ações, a população estará com o paradigma quebrado e isso potencializará a boa ação necessária para salvar vidas.