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    Após a Segunda Guerra Mundial, a doação de órgãos - consequência do avanço da medicina - foi um passo importante e positivo para à humanidade. Entretanto, hodiernamente no Brasil essa questão ainda apresenta problemas. Isto é, a falta de pessoas doadoras ou a precária divulgação de campanhas são ações negativas e precisam ser combatidas.
       "O ser humano é aquilo que a educação faz dele", afirma o filósofo Immanuel Kant. Não obstante, a problemática da pouca participação da sociedade em relação à doação de órgãos vem sendo um assunto pertinente. Tal fato, geralmente, é resultado da pouca discussão sobre o assunto no ambiente escolar, como palestras e orientações feitas por profissionais da área. Destarte, o jovem, inconsciente da situação, cresce sem dar importância à esse assunto e acaba não declarando-se doador, dificultando o combate desse empecilho.
        Nesse ínterim, a pequena divulgação de campanhas sobre a temática também é um miasma. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, aproximadamente 2 mil pessoas morrem por ano, no Brasil, à espera de transplantes. Esse impasse, comumente, provém da falta de participação da mídia no momento de criar ou divulgar propagandas incentivando à doação, atitude que é resultado do baixo retorno econômico às empresas divulgadoras. Dessa forma, com a pouca circulação de informação, os indivíduos acabam não se interessando no assunto e deixam de ajudar os que necessitam dos órgãos, aumentando o índice de óbitos por falta de transplantes.
       Infere-se, portanto, que a questão da doação de órgãos no Brasil enfrenta problemas. Logo, as escolas, em parceria com o MEC, devem disponibilizar palestras aos estudantes com médicos orientando sobre a importância de ser um doador e de conscientizar a família sobre a decisão. Ademais, o Governo, por meio do Ministério da Justiça, deve criar leis que obriguem as emissoras de televisão à divulgarem diariamente campanhas grátis de doação, objetivando a eliminação dos índices de morte no país.