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    O desperdício de órgãos que poderiam salvar vidas ainda é recorrente na realidade brasileira. Pois, esse fato é consequência  do tabu que é falar sobre a morte de um parente e o que poderia ser feito de seus órgãos. Apesar disso, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo.
              Dados do ministério da saúde mostram que mais de 40% dos casos de um potencial doador, são negados pelos seus familiares. Há uma dificuldade de falarem sobre o fim da vida, algo que causa muita dor e portando não sabem lidar com isso. Principalmente, em momentos em que precisam decidir  se permitem ou não a doação dos órgãos dessas pessoas que já se foram mas que podem salvar outras vidas. Na legislação brasileira somente a família pode tomar essa decisão.
              Entretanto, houve um aumento significativo de 63,8% entre os anos de 2004 a 2014 nos transplantes realizados no Brasil.  O que é animador, pois o SUS - sistema único de saúde - atua em 95% desses casos, ou seja, a maioria dos transplantes são gratuitos e isso ajuda muito quando é permitida a doação de órgãos pelos parentes. Porém, apesar dos esforços dos profissionais da saúde em terem rapidez e sucesso nos processos de transplantes, os principais impedimentos para que o crescimento dessas operações seja ainda maior é a negação das famílias e más logísticas dos hospitais que fazem toda a ação, desde da retirada dos órgãos ao resultado final.
               Logo, o ministério da saúde e o ministério da educação podem levar essa realidade para as escolas, com palestras feitas por profissionais de saúde que atuam em transplantes para que se desmonte esse tabu e que, portanto, se tenha mais doadores. Outra medida a ser tomada é a disponibilização de verba pelo poder executivo para a construção de mais hospitais especializados nessas cirurgias e transportes aéreos afim de possibilitar o envio de um órgão para qualquer parte do Brasil, com segurança e rapidez. Dessa forma, mais vidas terão continuidade.