Dilemas da doação de órgãos

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    Reestruturação holística 
          Ao contrário da visão positivista de Durkheim, Weber entende que os processos e fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis, os quais necessitam ser interpretados, para que se extraia deles o seu sentido. Nessa lógica, pode-se afirmar que o dilema da doação de órgãos exige uma discussão mais ampla sobre a falha socioestrutural que o problema representa.  
          Por esse ponto, compreende-se que além da falta de informação sobre como o procedimento é realizado, também falta a capacitação de médicos em todos os estados para realizarem as cirurgias. O mais preocupante, contudo, é que mesmo com o aumento do número de transplantes realizados, a fila de espera continua crescendo a cada dia. 
          Entretanto, esse problema está longe de ser resolvido. Sabe-se que o governo apresenta um custo muito alto para manter esses procedimentos, já que praticamente todas as cirurgias são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, ainda falta mais solidariedade das famílias para autorizarem a doação do seu familiar querido, visto que, a decisão precisa ser tomada em um momento de muita dor. 
          Diante desse cenário, para resolver esse impasse é necessária a  reestruturação holística da legislação vigente para que a decisão da pessoa, ainda com vida, possa influenciar de alguma forma na autorização da doação. Como também, todos os hospitais poderiam apresentar uma equipe multidisciplinar de neurologista, psicólogo e assistente social destinada a atender principalmente os familiares do paciente com morte cerebral. Bem como, o governo poderia investir em campanhas usando todas as mídias, com o apoio de pessoas influenciadores de opinião e de empresas famosas de roupas e alimentos, para educar e conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos . Dessa forma, acredita-se que o bem estar dos envolvidos e o ganho social sejam concretizados.