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    A partir do século XX, a medicina deu um avanço significativo, principalmente, depois da 2º Guerra Mundial, onde constatou-se as experiências absurdas feitas pelos médicos nazistas, que de certa forma proporcionou nos anos subsequentes a descoberta de métodos para o transplante de órgãos. Entretanto, nos dias atuais, apesar das melhorias tecnológicas na área da saúde, grande parte da população brasileira passa por problemas quando necessita de um órgão, sendo submetida a longas filas de espera que muitas vezes não tem fim para alguns indivíduos. Nesse sentido, convém analisar de forma crítica as principais causas e consequências para que se possa chegar a uma solução efetiva.
          Primeiramente, é importante destacar que são várias as adversidades verificadas nessa área. Sendo assim, muitos indivíduos de diversas idades estão na espera por algúm tipo de órgão, na maioria das vezes acamados nos hospitais públicas contribuindo com a falta de vagas para outros atendimentos. Enquanto isso, milhares de pessoas morrem todos os dias com diaguinóstico de morte celebral e são seputadas com diversos órgãos ainda em funcionamento. Assim, nota-se que há algo de errado, pois pensando de forma racional não é justo que isso aconteça.
          É válido lembrar ainda, que a falta de união dos cidadãos juntamente com alguns dogmas culturais são os principais entraves que impedem a resolução desse impasse. Nesse sentido, já falava o historiador Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro Raízes do Brasil, sobre a cultura do individualismo tão presente na sociedade, onde relacionada a doação de órgãos muitas pessoas acabam pensando somente em si mesmas. Ademais, as tecnologias da atualidade já são capazes de desenvolver diversos tipos de órgãos fora do corpo humano, porém não é feito devido a alguns princípios de parte da sociedade.
          Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar esse impasse. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde deve criar um programa que estimule a doação de órgãos por parte dos indivíduos, medida que pode ser feita por meio da criação de benefícios para a família do doador, assim como existe na doação de sangue, como um seputamento melhor e assistência psicológica gratuita. Outrossim, as universidades e a mídia devem promover o debate contínuo com os alunos e a população sobre a importância da doação de órgãos, ação que pode ser realizada através de seminários, palestras e com as telenovelas. Assim, as pessoas que estão nas filas de espera poderão viver melhor em um futuro próximo.