Dilemas da doação de órgãos

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    A doação de órgãos e tecidos consiste na remoção dessas partes do corpo de uma pessoa (doador cadáver ou doador vivo), com o propósito de transplantá-los ou fazer um enxerto em outras pessoas vivas. Toda via, essa concepção de ato de caridade, que deveria ser normalizada e adotada pela população, ao fomentar a cidadania, é, infelizmente, ignorada por parte da sociedade brasileira que não vê nessa ação um ato de solidariedade. 
     Nesse sentido, torna-se necessário se levar em conta o que acontece quando um órgão é doado. O mais importante, ao se doar um órgão, é ter a consciência de que se está salvando a vida de alguém. Segundo a Central de Transplantes da Secretaria de Saúde, um único doador pode salvar até dez pessoas. Outro fator que é evitado ao ser um doador, é o crescimento do mercado negro, no que diz respeito ao tráfico de órgãos no Brasil. Os avanços na medicina possibilitaram imensas possibilidades de cura de inúmeras doenças, a doação de órgãos é uma dessas possibilidades, entretanto, um novo problema emerge: a valorização monetária de órgãos e tecidos. Diante disso, ao se transplantar uma parte do corpo, valores éticos e morais estão sendo trabalhados na sociedade, a solidariedade e a cidadania, por exemplo, acabam sendo fomentados, laços mais fortes vão sendo formados pelos cidadãos, e o país caminha para um maior desenvolvimento. 
     Mas, é preciso salientar que o número de pessoas que morrem pela falta de um órgão, segundo o Ministério da Saúde, ainda é alto no Brasil. Outro fator que agrava ainda mais o problema, é o crescente número de vítimas do mercado ilegal de órgãos, muitas pessoas são sequestradas e/ou assassinadas, para se retirarem os órgãos, outros morrem devido às más condições dos locais de transplante, e quando não falecem, ficam com sequelas físicas e mentais. Em decorrência da falta de doação, muitas partes do corpo em boas condições são descartadas, contribuindo para o crime do tráfico ilegal de órgãos e evitando que muitas vítimas sejam salvas.  
    Diante disso, torna-se notória a intervenção das Instituições de Ensino e o exemplo das famílias para passarem às crianças e aos jovens, através de palestras e conversas interativas, que ao se doar um órgão se está contribuindo para salvar a vida de alguém, e que ao realizar essa ação se está fomentando a ética e a moral na sociedade. É, ainda, essencial que a Polícia Federal realize uma ação de ataque aos centros ilegais de coleta de órgãos, combatendo, assim, o mercado negro. Além disso, é tarefa da mídia a exposição da realidade da doação no Brasil, com o objetivo de impacta-la conscientizando-a para a importância dessa prática, a fim de que haja expressiva diminuição desse problema.