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    Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus eram usados de cobaias nos campos de concentração para desenvolverem pesquisas. Tal feito contribuiu para o avanço da medicina, tornando o que antes era impensável - como a doação de órgãos - em algo comum. Embora o número de necessitados seja elevado, o número de doadores não atende à fila de espera. Nesse contexto, deve-se entender como o individualismo e a falta de informação influenciam na perpetuação da problemática em questão.
          Conforme a teoria do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade vive em uma modernidade líquida baseada no imediatismo e na fluidez em que a efemeridade das relações torna as pessoas individualistas e egocêntricas. Dessarte, a falta de empatia e a dificuldade de se colocar no lugar do outro faz com que o número de doadores seja precário. Somado a isso, a família, muitas vezes, não autoriza a doação, uma vez que ainda estão lidando com o falecimento de um ente querido.
          Outrossim, é indubitável que grande parte da população não tem conhecimento acerca dos processos que envolvem a doação de órgãos, acreditando com frequência em mitos que circulam pelas redes sociais. Sob tal conjectura, as pessoas se assustam com as supostas consequências que virão a sofrer caso doem órgãos - ainda em vida - como medula óssea, rim ou parte do fígado. Apesar do número de doadores ter crescido no Brasil no primeiro semestre de 2017, as filas ainda não são totalmente atendidas.
          Mediante o elencado, é evidente que a doação de órgãos é um ato importante, porém insuficiente, necessitando a tomada de medidas. Em princípio, o Ministério da Saúde, em parceria com os hospitais, deve realizar campanhas visando o esclarecimento a respeito dos processos de doação com o fito de incentivar mais pessoas a se tornarem doadoras. Por fim, cabe a mídia mobilizar jovens e adultos mostrando o sofrimento daqueles que estão à espera de solidariedade.