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    O documentário "Anjos da vida- Em busca da doação de órgãos", expõe a importância da doação de órgãos, posto que sem o doador não é possível salvar vidas.Embora, nos últimos anos o número de doações teve uma aumento significativo essa situação ainda é uma problemática no cenário nacional, principalmente porque envolve temas que são evitados pela sociedade. Nessa perspectiva, medidas devem ser apontadas para solucionar os dilemas que envolvem essa questão.
     O termo " salvar vidas" sempre foi benquisto na sociedade, contudo muitas vezes torna-se desaprovado quando está relacionado a doação de órgãos, visto que envolve assuntos que são tabus sociais, como a morte. Atualmente um grande problema para ocorrer a doação de órgãos está ligada a falta de informação e os mitos ligados a essa questão, por exemplo muitas famílias ainda acreditam que a morte encefálica será antecipada para que a transferência ocorra de forma rápida ou que após a remoção do órgão o corpo ficará deformada, assim não podendo ser velado normalmente. Apesar de muitos hospitais brasileiros não possuírem estrutura para a doação essa situação vem melhorando, já que segundo a organização mundial da saúde em 2015 houve 2983 órgãos doados.
     É Licito salientar que o doador é capaz de salvar mais de vinte pessoas, podendo doar córneas, rim, fígado, coração,pulmão, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos, tendões, cartilagem e pele. Contudo, para que isso ocorra é necessário juridicamente o consentimento familiar, porém muitos profissionais que são colocados para pedir a permissão da família não são capacitados e acabam assustando e desrespeitando o momento de extrema tristeza das famílias.
     Doação de órgãos é uma questão complexa e tentar resolve-la a uma equação simplista é obra da ignorância. Portanto em primeiro plano, é necessário que a organização mundial da saúde aliada de organizações não governamentais como a adote (Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos) promovam campanhas e propagandas com a finalidade de desmistificar essa questão. Em segundo plano, o ministério da educação deve colocar na grade das ciências naturais a discussão dessa questão, afim de mostrar aos estudantes a seriedade e relevância da doação de órgãos. Em terceiro plano, mas não menos importante é necessário que o governo financia uma maior estrutura nos hospitais que fazem o transplante e também nos profissionais para que esses possam melhor atender as famílias sem pressiona-las a nenhuma decisão, porém sempre mostrando os benefícios da doação. Apenas dessa maneira será possível beneficiar milhares de indivíduos que estão há anos na fila do transplante de orgãos.