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    No dia 27 de setembro é comemorado o dia nacional da doação de órgãos no Brasil. Uma questão de extrema importância que vem passando por aumento nos índices ao longo dos anos. No entanto, cabe analisar como a má distribuição das instituições que realizam transplantes pelo país e a rejeição das famílias contribuem para que a demanda, ainda, seja maior que a oferta.
    É indubitável que existe uma grande desigualdade entre as regiões brasileiras e, em relação aos transplantes de órgãos, a situação não é diferente. Isso porque, embora o Brasil tenha o maior serviço público na área, as regiões Sul e Sudeste são as mais beneficiadas. Como consequência, muitos pacientes são obrigados a se deslocarem para outras cidades a fim de realizarem o procedimento.
    Além disso, a recusa dos familiares também é um fator determinante para o tema. Uma vez que a ausência de conhecimento acerca da irreversibilidade da morte cerebral e a falta de preparo de muitos profissionais na abordagem, dificultam a aceitação das famílias à doação. Prova disso é o fato de, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, quase metade dos parentes recusarem a doação dos órgãos de seus entes.
    Torna-se evidente, portanto, a necessidade de solucionar os problemas que se apresentam. Nesse sentido, o Governo federal deve promover a distribuição justa dos hospitais que realizam transplantes pelas regiões do Brasil, de forma que os pacientes não enfrentem problemas locacionais e possam receber os órgãos com rapidez e comodidade. Ademais, o Ministério da Saúde deve investir na capacitação adequada dos profissionais responsáveis pela abordagem das famílias, esclarecendo todas as dúvidas. Assim, muitas vidas poderão ser mantidas.