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    Após a Segunda Guerra Mundial, a Medicina avançou significativamente no tratamento de doenças, realização de cirurgias e, principalmente, no transplante de órgãos. No Brasil, o primeiro procedimento nessa área foi realizado em 1968, crescendo, de forma gradativa, ao longo desse período. Atualmente, dezenas de milhares de cirurgias são realizadas todos os anos no país, entretanto, essa questão não possui a aceitação necessária em função da falta de informação e do deficit nos transportes de órgãos.
          Embora o Brasil ocupe posições de destaque no quesito de transplante de órgãos, há ainda entraves que interferem na realização desses procedimentos, como a falta de informação. Isso acontece devido à falta de comunicação em âmbito familiar e ao desconhecimento a respeito da situação em que se encontra o paciente (morte encefálica), haja vista , que, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes (ABTO), 47% das famílias negam doar órgãos de parentes e a principal justificativa é o fato de nunca terem conversado sobre esse assunto.
          Outro fator que prejudica o programa de doação de órgãos é o seu deficitário sistema de transporte. Desse modo, a carência de investimentos no setor e a precariedade dos transportes existentes, põem em risco a durabilidade e qualidade dos órgãos. Assim sendo, o tempo de viabilidade deles é muito limitado, o coração e os pulmões, por exemplo, duram apenas seis horas em regime hipotérmico, exigindo rapidez e agilidade no transporte dos mesmos.
          Portanto, é necessária a tomada de algumas medidas para resolução desses impasses. O Ministério da Saúde deve promover e divulgar campanhas educativas explicando como funciona a doação de órgãos, quem pode doar, os procedimentos necessários, como os familiares devem proceder e os benefícios. Por fim, é dever do Governo Federal e de empresas privadas investir e priorizar os meios de transporte, com maior disponibilidade de aviões, helicópteros e outros meios que facilite o deslocamento a fim de aumentar o número de transplantes efetivos.