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    Durante a Segunda Guerra Mundial foram conquistados grandes avanços nas áreas médicas, dentre eles, o transplante de órgãos.Entretanto, apesar dessa conquista, ainda enfrenta-se sérios dilemas relacionados à doação dessas estruturas,o que torna necessária a mudança de tal cenário. Para tanto, é crucial uma análise do comportamento e compreensão social.
      Em primeiro lugar, cabe pontuar que alguns atributos do corpo social atual são nocivos para a tomada de atitudes solidárias, como a contribuição. Haja vista que, apesar das leis e campanhas criadas, que autorizam e incentivam a concessão de órgãos, por causa do egoísmo existente, instaura-se um ambiente desfavorável para relações benéficas coletivas. Pois, o sociólogo Zygmunt Bauman apresenta, em sua obra Modernidade Líquida, que a falta de empatia e o individualismo são as principais características da sociedade moderna. Nesse sentido, é essencial o estímulo à desconstrução desse quadro.
      Além disso, o desconhecimento populacional também colabora com o perpetuo do entrave. Visto que, a falta de informações sobre o assunto é, no Brasil, segundo pesquisa da Unifesp, o principal motivo da negativa familiar do possível doador. Destarte, a educação é ferramenta primordial para a mudança desse fato e construção de uma sociedade mais humanitária, descrita no trabalho de Paul Freire: Pedagogia do Oprimido.
      Torna-se evidente, portanto, que os empecilhos na doação de órgãos devem ser combatidos de maneira conjunta. Sendo assim, a Secretaria de Direitos Humanos deve disseminar, em parceria com ONG's, palestras e debates—proferidos por sociólogos—nos meios de comunicação, que discutam e reflitam sobre as más consequências do individualismo, a fim de desconstruir esse pensamento. Ademais, o MEC, aliado ao Ministério da Saúde, tem que criar eventos educacionais, em escolas—ministrados por médicos— que reúnam pais e alunos para instruir sobre o tema, com o fito de eliminar dúvidas e, então, diminuir o número de recusas das famílias. Isto posto, poder-se-á usufruir melhor desse progresso da medicina.