Dilemas da doação de órgãos

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    Segundo o escritor Franz Kafka, "A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito à dignidade humana". Não obstante, a problemática referente à doação de órgãos se mostra presente no Brasil, causada principalmente por um comportamento individualista que aliado à falta de conhecimento sobre o assunto, gera um dilema inercial. 
         Primordialmente, deve-se ressaltar o comércio ilegal de órgãos feito em todo o mundo, no qual alguns cidadãos brasileiros iam para o exterior vender seus órgãos. Mediante o elencado, pode-se analisar os fatores expostos no ideário marxiano da economia, que esclarece os efeitos maléficos do capitalismo sobre a sociedade. Entre um deles, o individualismo como comportamento natural, que coloca o dinheiro - ou capital - em prioridade ao próximo. 
        Outrossim, os problemas em relação à doação de órgãos somam-se ao desconhecimento geral da população sobre o tema, que acaba gerando a falta de interesse e procura sobre o assunto. Nesse sentido, não somente a ausência de disciplinas em escolas é consequência dos fatos supracitados, mas também a carência de educação familiar sobre o assunto. 
         Em face do exposto, a questão da doação de órgãos deve ser introduzida mais amplamente em vários setores da sociedade. Conforme diz Isaac Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado até que uma força atue sobre ele. Desse modo, a aplicação de uma força suficiente contra agravadores do problema da doação de órgãos é indispensável. Para isso, é recomendável que peças midiáticas como novelas e propagandas demonstrem a importância da doação de órgãos, sendo vinculadas à rede nacional com subsídio estatal. Também é mister que haja direcionamento escolar, por meio do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde ao aprendizado sobre a doação de órgãos e os riscos da venda de órgãos. Dessa maneira, aperfeiçoando a  educação  -que segundo Kant é o que transforma o homem -, iremos vencer qualquer dilema.