Dilemas da doação de órgãos

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    ''O ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental'', diz o filósofo William James. Ao analisar essa citação, vê-se que é preciso haver mudanças na mentalidade da sociedade. A doação de órgãos, embora tenha crescido, ainda é um problema enfrentado por milhares de brasileiros, e por isso, é necessário avaliar essa situação para promover o fim desse cenário.
      A doação de órgãos tem sido um grande problema no meio social. A negação da família, os dogmas religiosos e a falta de conhecimento, muito contribuem para esse impasse. Pesquisas realizadas pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), mostram que a cada 100 famílias, 43 se recusam a adoção, ou seja, desperdiçam a chance de salvar outras vidas.
      Contudo, o problema está longe de ser resolvido. A falta de infraestrutura dos hospitais, o baixo índice de profissionais capacitados, a rejeição dos familiares e a demora das filas de transplantes muito cooperam com o dilema da doação. Além disso, segundo o presidente da ABTO, há 1000 equipes com profissionais para realizar transplantes e 400 unidades prontas para atuarem nessa área, entretanto, existe uma má distribuição de ambos. Enquanto São Paulo possui 20 equipes, Minas Gerais possui 3 e algumas localidades não possui nenhuma.
      Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deve liberar parte dos impostos para investir na infraestrutura dos hospitais, contratar cirurgiões capacitados e fazer uma melhor distribuição desses profissionais. É relevante ressaltar a importância de propagandas pelas mídias de comunicação e campanhas pelo Ministério da Saúde de incentivo para mostrar as famílias o valor da doação de órgãos e como essa prática pode ajudar outras vidas.