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    Apesar de muitos acreditarem que a doação de órgãos é de suma importância na vida de diversas de pessoas, ainda existe grande desconhecimento em torno do assunto. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), 47% das famílias se recusam a doar órgãos de um parente com morte cerebral e a falta de diálogo entre é a principal causa disso.
    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior programa público de transplantes, no entanto, essa comunicação escassa é prejudicial por conta da não autorização parental, impossibilitando, assim, a transplantação. Segundo os dados, seria possível zerar a fila de pessoas que aguardam um órgão compatível se as famílias de todos os possíveis doadores autorizassem, já que a decisão final cabe à eles, mas a falta de informações, o apego ao ente e o medo acabam interferindo na deliberação e, por consequência,  prejudica a vida de pessoas que demandam da operação.
    Além da falta de diálogo, nota-se também a falta de esclarecimentos por parte dos profissionais e as fracas campanhas de incentivo. Em países como Estados Unidos e Espanha, por exemplo, o assunto é inserido no cotidiano desde muito cedo para as crianças, nas escolas. Nesses países é necessário declarar-se não doador, já que todos são considerados aptos. A França adotou a mesma política em 2016, depois de ter um grande número de mortes de pessoas na fila em 2015. Segundo o jornal L'express, 553 pacientes dos 21 mil  foram a óbito na espera por um órgão, explicando a decisão do governo francês.
    Dessa forma, torna-se necessário a conscientização de todos na sociedade por meio de campanhas de incentivo à doação, do ensino nas escolas para que as crianças já cresçam com a ideia formada. É preciso também a decisão dos adultos para comunicar às famílias a sua vontade de ser doador, melhorando muito a situação atual e diminuindo as filas e, consequentemente, o número de mortes.