Dilemas da doação de órgãos

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    A evasão de informação
         O filme "Amor e coração" conta a história de uma família e os dilemas que rodeiam a decisão de doar os órgãos de sua filha com morte cerebral. Tal situação faz-se bastante comum no Brasil, que apesar de ter ultrapassado o recorde, em 2015, de doações de órgãos- segundo o Ministério da Saúde-, ainda enfrenta impasses no que se concerne a decisão dessa doação por parte da família. Em verdade, a falta de esclarecimento sobre o assunto e algumas dificuldades logísticas tornam-se entraves para que esse ato solidário seja efetivado. 
          À vista disso, infere-se que existe um tabu social ao redor desse tema, principalmente, motivado pela falta de informação. A valer, a disseminação, nas mídias sociais, da conscientização sobre a importância da doação é muito escassa, não recebendo o valor devido, desse modo, grande parte da população fica receosa a doar. Outro fator é a falta de debate desse assunto nas escolas. Em inúmeros casos, as crianças desconhecem a questão e sua importância, e terminam por tomar como certo o pensamento errado da maioria. Tal enredo que é muito bem justificado por Émile Durkheim, por meio da teoria do fato social.
           Ademais, é notável destacar também a precariedade técnica dos hospitais. De fato, somente uma pequena parte desses detêm de uma equipe especializada e destinada a conversar com a família da vítima e tentar esclarecer pontuais dúvidas. Desse modo, o restante dos centros hospitalares ficam mais vulneráveis a deixar passar uma oportunidade de salvar diversas outras vidas.
           Compelem, portanto, ações mútuas entre o Mec e o Ministério da Saúde, a fito de amenizar as sequelas e otimizar as perspectivas oriundas desse impasse. Para tal, o Mec pode atuar incluindo da grade curricular das escolas a obrigatoriedade do debate sobre a doação de órgãos, a fim de formar cidadãos mais solidários e capazes de pensar no próximo. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde a ampliação de propagandas nas mídias, buscando a conscientização e esclarecendo as dúvidas da maioria. Além disso, destina-se a esse mesmo agente a tarefa de qualificar e ampliar a equipe dos hospitais, oferecendo cursos, para que, assim, possam conversar corretamente com as famílias, e como consequência, salvar mais vidas.