Dilemas da doação de órgãos

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    Em 1964,  o Brasil fez o primeiro transplante de órgãos , desde então, o país avançou muito nas técnicas cirúrgicas dos transplantes, sendo referência internacional para muitos países. No entanto, a fila do transplante é extensa e muitos indivíduos acabam morrendo enquanto esperam. Nesse sentido, dois motivos explicam essa situação: a falta de conscientização sobre a importância de doar órgãos e os aspectos técnicos da captação.
      A transferência de células, tecidos ou órgãos de uma pessoa (o doador) para a outra (o receptor), acontece quando ocorre à morte encefálica, sendo a interrupção definitiva de todas as atividades cerebrais. Assim, se todos os órgãos e tecidos forem aproveitados corretamente, um único doador pode salvar ou melhorar a vida de mais de 25 pessoas. Outrossim, alguns transplantes ainda podem ser realizados entre pessoas vivas como o de rins, fígado e medula óssea. Dese modo, na obra cinematográfica " 7 vidas", o protagonista mostra a importância da doação para salvar vidas e é uma realidade global no que diz respeito à dependência da espera por um órgão, uma vez que  pode ser uma questão de vida ou morte. 
     Ademais, a nação canarinha tem o maior programa público de transplantes de órgãos do mundo, que paga 92% das cirurgias realizadas, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos. Contudo, mais de 70 mil pessoas aguardam na fila do transplante e muitas não sobre vivem a espera. Isso porque, muitos órgãos que deveriam ser aproveitados são desperdiçados devido à problemas com transporte, infraestrutura e manipulação correta dos órgãos. Além disso, imprescindível a discussão do tema no âmbito familiar, já que somente a família pode autorizar a doação.
      Parafraseando o geógrafo Milton Santos, nunca houve, na história da humanidade, condições técnicas e cientificas tão favoráveis à construção de uma humanidade digna. Logo, é imperioso que o Poder Executivo invista, por meio de políticas públicas, em uma melhor infraestrutura dos hospitais, nos transportes de órgãos e em profissionais de saúde e pesquisadores qualificados, a fim de evitar desperdicios e garantir a vida desse indivíduos que necessitam de órgãos. Também é mister o apoio da mídia em campanhas sobre a doação sociedade em geral, para incentivar a causa nas famílias. Assim, será possível  atenuar o tamanho da fila de espera e aumentar longevidade e perspectiva de vida para aqueles que dependem de transplante.